## Como você pode definir“Yoga Tântrico da Caxemira”?

Devemos esquecer a ideia de Yoga. Nos encontramos para explorar essa intuição que nos chama, do contrário não estaríamos ali. O que visamos é um espaço que não conseguimos nomear, então falamos de “yoga”, mas é mais que isso. O corpo é como uma porta que nos permite tocar esse espaço, explorar o que está velado.

Essa abordagem é um caminho direto para a escuta. Não tem promessa, não tem nada emocionante para ser vendido, não tem expectativa. Para tocar o essencial devemos esquecer todas as nossas ideias, nossos conceitos e nossos discursos sobre nós mesmos e a vida. Essa é a razão pela qual no ensino tântrico tradicional, como é encontrado nos Tantras, a transgressão é central nos rituais, a transgressão não tem referência. O fogo ao qual a oferenda é dada é o símbolo de que tudo deve ser queimado.  Mas tenha cuidado, não estamos falando aqui de uma afirmação, não é algo para fabricar.  Em última análise, o observador que para de tentar se justificar, se explicar, confortar, é o fogo mais intenso. Claridade queima tudo. O termo Tântrico aqui traz de volta o significado interior essencial. A abordagem não-dual que seguimos não é uma prática por acumulação, pelo contrário, é sobre desfazer o que foi feito, deixar morrer imaginários e discursos. Isso deveria acontecer no seu próprio tempo, o ponto não é traumatizar ninguém, tudo acontece no seu próprio tempo. Mas a perspectiva está lá: a verdade está se buscando através do meu ser, é um retorno ao essencial que nunca me deixou.

 

##Por que você recomendaria seu workshop?

Eu não recomendo nada. Você deve vir por ressonância, você deve vir porque não há expectativa. Não tem promessa de mudança. No mundo de hoje é difícil, as pessoas tem que vender, vivemos de promessas e queremos tudo rápido. Não tem promessa. Não só no meu workshop, mas nos workshops em geral. Temos que ver como funcionamos: no mundo de hoje compramos na prateleira espiritual, fazemos uma sopa com todas as abordagens que praticamos e assim que não concordamos com algo, as jogamos fora. Então vamos experimentar uma nova prática com a esperança de que esta é que vai nos salvar. Nada vai salvar você. É necessário vir sem expectativa, vir por ressonância. Você não sabe porque, mas você sente que tem que acontecer. Essa é a razão pela qual as pessoas devem vir. Não tem erro quando seguimos o que ressoa. Isso é o que exploramos no workshop: escutar, escutar o que vem para mim. Quando não tem comentário, uma mente que busca justificativa, que busca ganhar alguma coisa, quando não tem estratégia, então eu tenho acesso à fonte que me guia. É um momento muito lindo. É livre, não tem espera, apenas a escuta. Você deve vir por evidência.

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